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MENSAGEM

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A paz é uma conquista coletiva.


A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância” (Jo 10.10).


Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.


O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, famílias e pais a serem mais justos e fraternos.


Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.


Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.



ZILDA ARNS.

ANGÚSTIA.


Decepcionado comigo mesmo, despeço pretensos seguidores. Abro mão de ser referência para qualquer coisa. Também admito: um impostor mora dentro de mim; e nem sempre eu o tolero. Quero arrancar fardas, jogar por terra elmos emprestados, descalçar botas e deixar que o menino de calção, que pescava no ribeiro, ressuscite.


Abatido, pretendo refugiar-me no banco de uma catedral. De joelhos, repetirei batendo no peito a litania Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa; meu clamor de purgar inadequações, pecados e imaturidades. Ferido de vergonha, busco purificar os ossos com o sal de minhas lágrimas.


Transformo os versos de Drummond em um Eloi, lama sabactani: “Os ombros suportam o mundo/Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus./Tempo de absoluta depuração./Tempo em que não se diz mais: meu amor./Porque o amor resultou inútil./E os olhos não choram./E as mãos tecem apenas o rude trabalho./E o coração está seco”.



RICARDO GONDIM