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MENSAGEM

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Onde você vê ...


Onde você vê um obstáculo,alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer.


Onde você vê um motivo pra se irritar,Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência.


Onde você vê a morte,Alguém vê o fim E o outro vê o começo de uma nova etapa...


Onde você vê a fortuna,Alguém vê a riqueza material E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.


Onde você vê a teimosia,Alguém vê a ignorância,Um outro compreende as limitações do companheiro,percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.


cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar."Porque eu sou do tamanho do que vejo.E não do tamanho da minha altura.



Autor: (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

'Mas eram todos canalhas?'


"Quando os homens do futuro pararem diante de nossas cidades,

bastará olhá-las para murmurarem cheios de espanto:

'Mas eram todos canalhas?'



- Millôr Fernandes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Românticos.


Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!


Composição: Vander Lee

A minha vida é um vendaval que se soltou...


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: <(vem por aqui»!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou,

- Sei que não vou por aí!



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ANTOLOGIA POÉTICA

José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal - 2001

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GOSTO DE VOCÊ!


Gosto de gente com a cabeça no lugar,
De conteúdo interno,
Idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri,
Chora, se emociona com uma simples carta,
Um telefonema, uma canção suave, um bom filme,
Um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.


Gente que ama e curte saudades, gosta de amigos,
Cultiva flores, ama animais.
Admira paisagens, poeira;
E escuta.


Gente que tem tempo para sorrir bondade,
Semear perdão, repartir ternuras,
Compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si,
Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!


Gente que gosta de fazer as coisas que gosta,
Sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis,
Por mais desgastantes que sejam.


Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha,
Busca a verdade e quer sempre aprender,
Mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.


Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.
Com muito AMOR dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta,
Apanha e assimila os golpes,
Tirando lições dos erros e fazendo redentora suas lágrimas e sofrimentos.
Gosto muito de gente assim...


E desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!

Arthur da Távola

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a Felicidade Interna Bruta.



O sábio professor Milton Santos, que não tinha crença religiosa, frisava que a felicidade se encontra nos bens infinitos. No entanto, a cultura capitalista que respiramos centra a felicidade na posse de bens finitos. Ora, a psicanálise sabe que o nosso desejo é infinito, insaciável. E a teologia identifica Deus como o seu alvo.
Ninguém mais feliz, na minha opinião, do que os místicos. São pessoas que conseguem direcionar o desejo para dentro de si, ao contrário da pulsão consumista que faz buscar a satisfação do desejo naquilo que está fora de nós. O risco, ao não abraçar a via do Absoluto, é enveredar-se pela do absurdo.
Como o Mercado, que tudo oferece em sedutoras embalagens, ainda não foi capaz de ofertar o que todos nós mais buscamos – a felicidade -, então tenta nos incutir a idéia de que a felicidade resulta da soma dos prazeres. Possuir aquele carro, aquela casa, fazer aquela viagem, vestir aquela roupa... nos tornará tão felizes quanto o visual dos atores e atrizes que aparecem em peças publicitárias.
Tenho certeza de que nada torna uma pessoa mais feliz do que empenhar-se em prol da felicidade alheia: isto vale tanto na relação íntima quanto no compromisso social de lutar pelo “outro mundo possível”, sem desigualdades gritantes e onde todos possam viver com dignidade e paz.
O direito à felicidade deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos. E os países não deveriam mais almejar o crescimento do PIB, e sim do FIB – a Felicidade Interna Bruta.


Frei Betto é Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

quando eu chegar no céu.


Quando eu morrer com certeza vou
pro céu.
O céu é uma cidade de férias, férias
boas que não acabam mais.

Chegando, pergunto pela
minha gente que foi na frente.
Dou beijos, dou abraços, pergunto
uma porção de coisas e depois,
depois quero ir na casa de
São Francisco de Assis, ficar amigo dele,
tão amigo, tão amigo, que ele
há de me chamar: - Alvinho! e
eu hei de lhe chamar:
- Chiquinho!...


(Álvaro Moreyra)