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MENSAGEM

quarta-feira, 29 de abril de 2009

EVANGELIZAR.


Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.


Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.


Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.


Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.


Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.


Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.


Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.


Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.


Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.


Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito deseguidores e sim de amigos.Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.



O AMOR.


Quem ama colore o vento, perfuma o sol, tempera as horas. O amor forja as pessoas sem as deixar cretinas. O amante não cogita, logo inexiste. Ilógico, não é convidado para a roda dos exatos.


Quem ama espera. Todo amante é ingênuo, sempre a cometer atos falhos. Imprecavido, deixa-se apanhar em repetidos flagrantes. O amor não se protege, embora resista, mesmo sob tortura.


Quem ama obedece, cumpre, aceita. O amante corre, chega por último, mas se sente o vencedor. Vassalo, aceita sem perguntar e obedece a ordem que nunca lhe foi dada. Imprudente, abre mão das preferências, cede lugar, divide jugo, lava pés.


Quem ama perde o medo. Os amantes desdenham do tempo. O ócio não lhes é pecado. Consideram ganhos, uma tarde perdida na beira da praia, uma semana enterrada entre os pobres, um mês gasto na clínica odontológica.


Quem ama transgride. O amante é um eterno contraditório. Pela amada, desdiz o que aifrmou categoricamente. Rasga leis (até as divinas) para evitar um apedrejamento. Misericordioso, assume-se como tolo. Abraça a prostituta indigna, perdoa o ladrão contumaz, aposta no covarde, e janta com o seu traidor.


Quem ama sofre. Amor e paixão nascem de um mesmo ninho. Não existe amante tranquilo. Vulnerável, arrisca-se a sofrer abandonos. Impotente, recusa-se a manipular. Amarga rejeições, sonha com retornos pródigos e não se conforma com a ingratidão.


Quem ama conversa com as estrelas, diz que as paredes ouvem e questiona os espelhos. Ridículo, insiste em escrever cartas que nunca podem ser publicadas. O amante enxerga beleza em véus encardidos, folhas secas, águas paradas, prados amarelecidos, dias chuvosos.


Quem ama vê Deus em um pobre. O amante se sente bem entre idosos e viúvas. Seus anjos não voam e não ostentam força, apenas compaixão. Sensível, agoniza com a dor alheia. Honesto, não simula onipotência. Humilde, não propandeia seus avanços pessoais.


Quem ama conhece a Deus e é nascido de Deus.


Soli Deo Gloria.



RICARDO GONDIM É PASTOR DA IGREJA BETESDA EM SÃO PAULO.