MENSAGEM

quinta-feira, 4 de março de 2010

em busca de lágrimas perdidas.


Fiz-me irmão, e doei-me inteiramente a companheiros, mas hoje hesito. Desconfiado, reparto pedaços do coração. Não suporto imaginar a dor de outras separações, de mais decepções.


Tenho medo de abrir os porões da alma. A desarrumação de minha casa faz sentido para mim. O que os outros consideram bagunça, tem uma sincronicidade própria, que me deixa em paz. Vacilo em rasgar os envelopes selados, onde escondo segredos. Sei detectar os traumas que me deixaram chorão, os complexos que me deram olhos melosos, as circunstâncias que me fizeram viver à beira do pranto, as fragilidades que me transformaram em tímido. Mas não pretendo explicar nada a ninguém.



Tornei-me cauteloso quando brinco e rio. Fujo dos que procuram analisar a minha felicidade; ela não carece de julgamentos. O riso que meus lábios desenham não tem que ser explicado.


Olho para colegas e antecipo navalhadas. Resguardo as costas dos estiletes da inveja. Assusto-me. As maldades que já sofri são parecidas com as que eu próprio já acalentei no peito. Se não sei explicar o porquê de atitudes mesquinhas em mim, também não justifico a estreiteza que observo no próximo. Não sou pior nem melhor que os demais. Por isso, cerco o quintal de casa contra lobos ferozes. Sempre espero alguém ávido para destruir o pedacinho da dignidade que me resta.



ricardo gondim.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

VENTO que rasga a al-ma .


Quando o coração é levado pelo vento do acaso, a ponto de se encontrar com raios no céu chuvoso, ele é rasgado e se divide em pedaços.Olhamos e vemos os pedaços do coração descendo em nuvens de desapontamento, sem muito a dizer ou ser.

Tentamos juntar os pedaços que não reconhecemos como antes.


Hoje olhamos, vemos pedaços triturados. Aquele não existe mais, agora estão rachados e trincados.


A vida é assim, se divide em passado, presente e futuro.


O coração também. Ora inteiro, ora rasgado, trincado, moído, disperso; um dia focado, hoje não mais.


O que nos resta é tentar não desesperar.


Nós somos assim; vivemos pegando pedaços, letras, sobras e tentamos colar, consertar, montar palavras, que quando muito, dão remendos mal feitos ou algumas frases pobres e insignificantes.


Somos iguais aos nossos pais?Somos parecidos com nossos antepassados?


Mas se afinal não conseguimos parecer com ninguém, porque somos únicos, queremos ser alguém!


Ou apenas encontrar significado em nossas escolhas ou no abandono delas.


Acredito que, na verdade, só queremos amar! Mas fazemos do amor um mecanismo complexo, que muitas vezes entornamos como leite derramado, onde não há retorno.


Tentamos! E penso que não vamos parar de tentar! Não gostamos do que vemos, mas pegamos o pano e passamos no chão da vida. O leite perdido, seiva na rota errada, esvaiu-se para sempre.


Não há colagem, nem conserto, nem remendo para algumas coisas na vida.


O coração persegue esta estrada, mas tenha sempre em mente, que não existe coração que não seja dividido ou machucado.


Coração é assim: uma parte bate, outra sente, outra chora. Um lado fica e outro diz que vai embora.


Somos assim e vamos viver assim.



Fonte: http://fagulhasdodivino.blogspot.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Campos desertos.


Herdei um campo onde o patrão é rei
Tendo poderes sobre o pão e as águas
Onde esquecido vive o peão sem leis
De pés descalços cabresteando mágoas

Campos desertos que não geram pão Onde a ganância anda de rédeas soltas...


Engenheiros do Hawaii.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

somos quem podemos ser.


Um dia me disseram Que as nuvens Não eram de algodão

Um dia me disseram Que os ventos Às vezes erram a direção

E tudo ficou tão claro Um intervalo na escuridão

Uma estrela de brilho raro Um disparo para um coração...


A vida imita o vídeo

Garotos inventamUm novo inglês

Vivendo num país sedento

Um momento de embriaguez...


Somos quem podemos ser...

Sonhos que podemos ter...


Um dia me disseram

Quem eram os donos

Da situação

Sem querer eles me deram

As chaves que abrem

Essa prisão

E tudo ficou tão claro

O que era raro, ficou comum

Como um dia depois do outro

Como um dia, um dia comum...


Quem ocupa o tronoTem culpa

Quem oculta o crimeTambém

Quem duvida da vidaTem culpa

Quem evita a dúvidaTambém tem...



Somos Quem Podemos Ser
Engenheiros do Hawaii


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ao Senhor dos Pequeninos.


“Faze-me Senhor pequena ostra

Que em pérola transforma sua dor

Podendo transformar o meu problema

Numa mensagem em forma de poema

Capaz de transmitir paz e amor”


Myrthes Matias, em sua poesia “Ao Senhor dos Pequeninos”

o convite.


"Não me importa saber como você ganha a vida.Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar emsatisfazer seus anseios do seu coração.


Não me interessa saber sua idade.Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor,pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.


Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza,se as traições da vida o enriqueceramou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.Quero saber se você consegue conviver com a dor,a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.


Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria,a minha ou a sua, de dançar com total abandonoe deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos,sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas,que nos lembremos das limitações da condição humana.


Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma,ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.


Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia,ainda que ela não seja bonita,e fazer dela a fonte da sua vida.


Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu,e ainda assim pôr-se de pé na beira do lagoe gritar para o reflexo prateado da lua cheia: "Sim!"


Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero,exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feitopara alimentar seus filhos.


Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.


Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.


Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e senos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.



"(Oriah Mountain Dreamer, em O Convite)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

variação.


Às vezes me sinto qual despedida

Hiato entre o sim e o talvez

Às vezes me sinto feito saudade

Um cheiro de vida e adeus


Às vezes me sinto nublado e frio

Ora completo, ora vazio

Sou dias de flores, de sóis, de amores

Às vezes somente um nó!


Às vezes sou festa, sou dança e canção

Ora se cala o meu coração

Mas todas as vezes, sem variação

Eu sou querido de Deus!


Às vezes sou pedra, coluna e rio

Ora incerteza, vexame e arrepio

Mas todas as vezes, de graça e paixão

Eu sou amado de DeusEu sou um filho de Deus.



marcio cardoso.

Saber Viver.


Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.


Muitas vezes basta ser:

Colo que acolhe,

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

Lágrima que corre,

Olhar que acaricia,

Desejo que sacia,

Amor que promove.


E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura... Enquanto durar



(Cora Coralina)

mais um dia se passou...


Vejo o tempo escapando por entre os meus dedos e isso me abate a alma. Ergo-me da cama assustado: ‘meu Deus, mais um dia se passou, colocando-me a menos um do meu fim. Quem irá cuidar da minha poesia? Quem vai cantar minhas canções quando eu me for? Quem vai traduzir corretamente tudo o que significou esse saco de ossos, nervos e veias que atendia pelo meu nome quando chamado?’

Uma faísca de esperança nasce teimosa, lá no último cômodo da minha alma. Um vento qualquer e travesso pode apagá-la, tão frágil e delicada é sua chama. Não me provoquem! Posso apertá-la entre os dedos, sentindo a dor derradeira de sua queimadura quase insignificante. Depois, ergo-me e vou por aí... Procurando alguma poesia, escondida num canto qualquer e esperando por alguém tão desatento quanto eu, que nela esbarre sem querer...


Allison Ambrosio.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu, caçador de mim


Por tanto amor

Por tanta emoção

A vida me fez assim

Doce ou atroz

Manso ou feroz

Eu caçador de mim


Preso a canções

Entregue a paixões

Que nunca tiveram fim

Vou me encontrar

Longe do meu lugar

Eu, caçador de mim


Nada a temer senão o correr da luta

Nada a fazer senão esquecer o medo

Abrir o peito a força, numa procura

Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai

Sonhando demais

Mas onde se chega assimVou descobrir

O que me faz sentir

Eu, caçador de mim



(Milton Nascimento)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

mais próximos.



O mundo está se fechando
Você já pensou?
Que poderíamos estar tão perto, como irmãos
O futuro está no ar
Eu posso sentir isso em todos os lugares
Soprando com o vento da mudança.






parte da letra wind of change de scorpions.





sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

fanático de desilusões


A DESILUSÃO é considerada um mal. Trata-se de um preconceito irrefletido. Como, se não através da desilusão, iríamos descobrir o que esperamos e desejamos? E onde encontrar um momento de autoconhecimento, senão precisamente a partir desta descoberta? Como alguém poderia ter clareza acerca de si próprio sem a desilusão?


Não deveríamos sofrer as desilusões suspirando como algo sem o qual nossa vida seria melhor. Deveríamos procurá-las, persegui-las, colecioná-las. Por que me sinto desiludido com o fato de todos os atores idolatrados da minha juventude agora revelarem os traços da idade e da decadência? O que a desilusão me ensina sobre quão pouco vale o sucesso? [...]


Alguém que realmente quer conhecer a si mesmo deveria ser um colecionador obcecado e fanático de desilusões, e a procura de experiências decepcionantes deveria ser, para ele, como um vício, na verdade como um vício dominante de sua vida, pois então ele compreenderia com toda a clareza, que a desilusão não é um veneno quente e destruidor, e sim um bálsamo refrescante e tranquilizante que nos abre os olhos para os verdadeiros contornos de nós mesmos.



Paul Mercier em Trem Noturno para Lisboa - Editora Record, p. 233.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O tempo? Nada dele sei.


O tempo? Nada dele sei. Sei do espaço. Percorro tantos quanto fôlego precisar para do tempo fugir. Sei do Rio, Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Brasília. Mas de ontem eu me esqueci. Não tenho ontem. Tenho somente lugares.


Despedi-me de todos os meus amigos. Sou um Sísifo dos afetos. Ah! Sei tudo de recomeço. Condenei-me a sempre empurrar morro acima minhas novas histórias, amizades e projetos. Quando chego, já estou indo. Se você precisar de conselhos sobre como reiniciar a vida, pergunte-me. Contanto que nada queira saber sobre conclusões. Nada sei sobre os dias seguintes.


Talvez por isso tenha aprendido a amar as corridas de rua. Esporte dos solitários. Daqueles que conseguem ir mesmo que desacompanhados. Daqueles para quem importa mais ir que ficar. Cada corrida é uma despedida e toda chegada é provisória. A alegria da medalha apenas indica a próxima aventura. Somente quem nunca chega o bastante está apto para ser um corredor de rua.


Mas sou bom de conversa. Tenho muitas histórias para contar, caso aceite minhas várias e avulsas memórias. Mas por favor, como já combinamos, não me pergunte sobre depois. Toda sequência é para mim uma incógnita.
Sinto-me um Don Juan. Aprendi a seduzir, mas não sei não me despedir. Medo de chegar? Medo de nunca chegar? Medo de chegar aonde realmente quero? Talvez. Tais vezes.



Elienai J.r é pastor da igreja betesda em são paulo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

as vezes...


Tem vezes,
Sorrio,
Escondo as lágrimas da alma
Tem vezes,
Não reajo,
Escondo a dor que vai lavrando
Tem vezes,
Eu choro, eu grito
Em silêncio, no meu canto
Escondendo de vós
O meu eu verdadeiro!
Tem vezes…

Tem vezes,
Luto comigo mesmo
Travo guerras e batalhas.
Perco,
Vencido pelo fracasso
Tem vezes,
Apetece abrir uma fenda
O meu coração arrancar
Sujar as minhas mãos com o mal
Escoar todo o veneno
Que corre por todo o meu corpo
Libertar-me…
Para sempre,
Tem vezes,


Tem vezes
Perco as forças
Que julgo ter encontrado
Tem vezes
Depois da batalha travada
Meu corpo prostrado no chão
Perdi-a mais uma vez
Uma guerra que parece eterna
Tem vezes…
Tem vezes
Nada mais resta
Deixar meu corpo caído
Esperar pelo tempo
Que corre sem parar
Tem vezes,
Acredito no mesmo tempo
Não valem de nada
As guerras e batalhas
Tem vezes
Tem vezes eu sei
Vou acordar
Vou olhar o passado
Não será mais
Do que isso mesmo
Passado…
Tem vezes!


O Olhar de Gaybriel...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ano novo,Vida nova.


Ano novo, vida nova. No fundo da garganta, um travo. Vontade de remar contra a corrente e, enquanto tantos celebram a pós-modernidade, pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: a oração em família, o amor sem pressa, a leitura dos místicos, o diálogo amigável com os filhos, a solidão entre matas, o gesto solidário capaz de amenizar a dor de um enfermo. Reencontrar, no ano que se inicia, a própria humanidade. Despir-se do lobo voraz que, na arena competitiva do mercado, nos faz estranhos a nós mesmos. ... Mergulho em si, abrir espaço à presença do Inefável. Braços e corações abertos também ao semelhante. Recriar-se e apropriar-se da realidade circundante, livre da pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos, como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos, noite após noite, a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.


frei betto no artigo,Ano novo, vida nova.

liberdade.


Não é segurando nas asas


que se ajuda um pássaro a voar.


O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro.




Mia Couto em "Antes de Nascer o Mundo" - Cia das Letras, p.52

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que mais o surpreende na Humanidade?


Perguntaram ao Dalai Lama...
''O que mais o surpreende na Humanidade''


Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde!Por pensarem ansiosamente no futuro, e, esquecerem o presente de tal maneira que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.Vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

o respeito...


"O respeito mútuo, um respeito sem fingimentos e sem rotinas, um respeito bem intencionado, que todos os dias se ilumina de argumentos novos e todos os dias se sente pequeno diante da sua aspiração, poderá servir de base, dentro da obra educacional, e um movimento de resultados eficientes, no problema urgentíssimo da salvação do mundo pela garantia unânime da Paz".


Cecília Meireles

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

saco de ilusões.


Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.


Com ele ia subindo a ladeira da vida.


E, no entanto, após cada ilusão perdida...


Que extraordinária sensação de alívio!



Mario Quintana

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ajude-me, se você puder.


Quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje

Eu nunca precisei da ajuda de ninguém em nenhum sentido

E agora estes dias se foram

Eu não sou uma pessoa assim tão segura

Agora eu acho. Eu mudei minha mente e abri as portas


Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo

E eu aprecio você estar por perto

Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.

Você não vai, por favor, ajudar-me?


E agora minha vida mudou em muitos sentidos

Minha independência parece dissipar-se na neblina

Mas de vez em quando me sinto tão inseguro

Eu sei que preciso de você como nunca precisei antes



Help!
The Beatles

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A paz é uma conquista coletiva.


A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância” (Jo 10.10).


Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.


O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, famílias e pais a serem mais justos e fraternos.


Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.


Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.



ZILDA ARNS.

ANGÚSTIA.


Decepcionado comigo mesmo, despeço pretensos seguidores. Abro mão de ser referência para qualquer coisa. Também admito: um impostor mora dentro de mim; e nem sempre eu o tolero. Quero arrancar fardas, jogar por terra elmos emprestados, descalçar botas e deixar que o menino de calção, que pescava no ribeiro, ressuscite.


Abatido, pretendo refugiar-me no banco de uma catedral. De joelhos, repetirei batendo no peito a litania Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa; meu clamor de purgar inadequações, pecados e imaturidades. Ferido de vergonha, busco purificar os ossos com o sal de minhas lágrimas.


Transformo os versos de Drummond em um Eloi, lama sabactani: “Os ombros suportam o mundo/Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus./Tempo de absoluta depuração./Tempo em que não se diz mais: meu amor./Porque o amor resultou inútil./E os olhos não choram./E as mãos tecem apenas o rude trabalho./E o coração está seco”.



RICARDO GONDIM

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

cuide do planeta.


"Quando a última árvore for cortada,


quando o último rio for poluído,


quando oúltimo peixe for pescado,


aí sim eles verão que dinheiro não se come..."




(Chefe Sioux)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Onde você vê ...


Onde você vê um obstáculo,alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer.


Onde você vê um motivo pra se irritar,Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência.


Onde você vê a morte,Alguém vê o fim E o outro vê o começo de uma nova etapa...


Onde você vê a fortuna,Alguém vê a riqueza material E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.


Onde você vê a teimosia,Alguém vê a ignorância,Um outro compreende as limitações do companheiro,percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.


cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar."Porque eu sou do tamanho do que vejo.E não do tamanho da minha altura.



Autor: (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

'Mas eram todos canalhas?'


"Quando os homens do futuro pararem diante de nossas cidades,

bastará olhá-las para murmurarem cheios de espanto:

'Mas eram todos canalhas?'



- Millôr Fernandes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Românticos.


Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!


Composição: Vander Lee

A minha vida é um vendaval que se soltou...


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: <(vem por aqui»!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou,

- Sei que não vou por aí!



_________________________________________

ANTOLOGIA POÉTICA

José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal - 2001

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GOSTO DE VOCÊ!


Gosto de gente com a cabeça no lugar,
De conteúdo interno,
Idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri,
Chora, se emociona com uma simples carta,
Um telefonema, uma canção suave, um bom filme,
Um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.


Gente que ama e curte saudades, gosta de amigos,
Cultiva flores, ama animais.
Admira paisagens, poeira;
E escuta.


Gente que tem tempo para sorrir bondade,
Semear perdão, repartir ternuras,
Compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si,
Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!


Gente que gosta de fazer as coisas que gosta,
Sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis,
Por mais desgastantes que sejam.


Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha,
Busca a verdade e quer sempre aprender,
Mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.


Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.
Com muito AMOR dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta,
Apanha e assimila os golpes,
Tirando lições dos erros e fazendo redentora suas lágrimas e sofrimentos.
Gosto muito de gente assim...


E desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!

Arthur da Távola

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a Felicidade Interna Bruta.



O sábio professor Milton Santos, que não tinha crença religiosa, frisava que a felicidade se encontra nos bens infinitos. No entanto, a cultura capitalista que respiramos centra a felicidade na posse de bens finitos. Ora, a psicanálise sabe que o nosso desejo é infinito, insaciável. E a teologia identifica Deus como o seu alvo.
Ninguém mais feliz, na minha opinião, do que os místicos. São pessoas que conseguem direcionar o desejo para dentro de si, ao contrário da pulsão consumista que faz buscar a satisfação do desejo naquilo que está fora de nós. O risco, ao não abraçar a via do Absoluto, é enveredar-se pela do absurdo.
Como o Mercado, que tudo oferece em sedutoras embalagens, ainda não foi capaz de ofertar o que todos nós mais buscamos – a felicidade -, então tenta nos incutir a idéia de que a felicidade resulta da soma dos prazeres. Possuir aquele carro, aquela casa, fazer aquela viagem, vestir aquela roupa... nos tornará tão felizes quanto o visual dos atores e atrizes que aparecem em peças publicitárias.
Tenho certeza de que nada torna uma pessoa mais feliz do que empenhar-se em prol da felicidade alheia: isto vale tanto na relação íntima quanto no compromisso social de lutar pelo “outro mundo possível”, sem desigualdades gritantes e onde todos possam viver com dignidade e paz.
O direito à felicidade deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos. E os países não deveriam mais almejar o crescimento do PIB, e sim do FIB – a Felicidade Interna Bruta.


Frei Betto é Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

quando eu chegar no céu.


Quando eu morrer com certeza vou
pro céu.
O céu é uma cidade de férias, férias
boas que não acabam mais.

Chegando, pergunto pela
minha gente que foi na frente.
Dou beijos, dou abraços, pergunto
uma porção de coisas e depois,
depois quero ir na casa de
São Francisco de Assis, ficar amigo dele,
tão amigo, tão amigo, que ele
há de me chamar: - Alvinho! e
eu hei de lhe chamar:
- Chiquinho!...


(Álvaro Moreyra)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AS SEM RAZÕES DO AMOR -


Eu te amo porque te amo.

Não precisa ser amante,e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo


.Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.



Carlos Drummond de Andrade

domingo, 22 de novembro de 2009

"Carpe Diem"


"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia".

Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre.

A vida não pode ser economizada para amanhã.

Acontece sempre no presente.

rubem alves.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Já eram horas de dormir de novo!


Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

--Mário Quintana

porque não sei amar de outra maneira.


Não te amo como se fosses rosa de sal, topázioou flecha de cravos que propagam o fogo:te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e levadentro de si, oculta, a luz daquelas flores,e graças a teu amor vive escuro em meu corpoo apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,te amo diretamente sem problemas nem orgulho:assim te amo porque não sei amar de outra maneira,senão assim deste modo em que não sou nem éstão perto que tua mão sobre meu peito é minhatão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


Pablo Neruda

sábado, 7 de novembro de 2009

Dirigir:um exercício de espiritualidade.


Dirigir também é uma exercício de espiritualidade. Sim, tirar nossa espiritualidade de dentro das igrejas e levá-la para as ruas é uma urgência. Se os princípios ensinados por Jesus Cristo fossem vividos no cotidiano, como tem de ser, ninguém negaria passagem para outro carro nem faria uma conversão proibida para encurtar caminho, afinal não se importaria de andar uma segunda milha. Também não haveria discussões violentas por ter levado uma fechada de um imprudente, dar a outra face seria realidade e seriam bem aventurados os mansos. Ninguém correria tanto e viveria tão tenso ao volante, porque saberiam que basta a cada dia seu próprio mal, são vãs as tensões e preocupações exageradas.
Por fim, todos dariam valor à sua própria vida e à dos outros e não seriam tão inconsequentes no trânsito, porque levariam a sério os mandamentos áureos que dizem: Ama a Deus com todo seu coração, mente e forças e ao próximo como a você mesmo.


marcio rosa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

o caminho da vida.


"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."


(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ÁRVORE DOS MEUS AMIGOS.


Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz... Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então e chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto. Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade... Hoje e Sempre... simplesmente porque: "Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso".


desconheço o autor.

contra a violência.


A violência não reside apenas em agressões evidentes. Ela se imiscui até mesmo no nosso modo de pensar e falar, no discurso que considera a paz resultado do equilíbrio de forças (“mais cadeias, mais repressão”) e não fruto da justiça. Há ainda a violência da mídia que invade os lares com programas pornográficos, exaltando a imbecilidade, a ociosidade vadia, o sucesso e a fama dos que transgridem as leis.

Na prática de Jesus, três atitudes antiviolência se destacam: a humildade (fazer-se criança, Mateus 18, 4); o amor aos pobres e excluídos (Mateus 18,10 e 25, 31-40); o perdão (Mateus 18, 22). E o programa de justiça, capaz de engendrar a paz, contido no Sermão da Montanha (as bem-aventuranças Mateus 5, 1-12).


Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sou muitos.

“Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim, não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida. Vamos tendo nossas mortes. Mas parto foi só um. Aí, o problema. Por isso, quando conto a minha história me misturo, mulato não de raças, mas de existências”.

Mia Couto.

sábado, 24 de outubro de 2009

O futuro não está escrito, está sendo construído.


O passado é imutável. Nada que façamos vai alterar um só evento que passou. Ele é inexorável. Mas o futuro, este ainda não existe, então posso construí-lo. Aquilo que faço no presente, as decisões que tomo agora poderão alterar prognósticos, poderão construir um futuro diferente do previsível.

Se nos acomodarmos na crença de que não adianta fazer nada porque o mundo só vai de mal a pior mesmo, então nos tornaremos pessoas acomodadas. Se dirá: “deixe estar, deixe acontecer, não posso mudar nada mesmo. Nada que eu faça fará diferença alguma”.

Pensar assim nos leva, fatalmente, ao imobilismo. Se imaginarmos que tudo o que vai acontecer já está escrito de ante-mão, realmente não há o que fazer, nada vai mudar isso. É uma espécie de fatalismo segundo o qual o que tem que acontecer fatalmente vai acontecer porque Deus assim determinou.

Mas a história está em construção. Se está em construção, ela não está escrita de ante-mão, ela está sendo escrita. E se está em construção então posso mudar, posso interferir no futuro, posso alterar, direcionar, posso fazer alguma diferença para o futuro.

Além do fatalismo, outra coisa que precisa ser revista em nossa teologia é o fato de crer-se que Deus faz e fará tudo, sempre. Se pensarmos que, no fim das contas, Deus sempre vai intervir e fazer acontecer algo, isso também vai gerar o imobilismo, o conformismo, a letargia, a preguiça. “Se Deus vai fazer, porque devo então fazer algo. Deixe que Deus resolva”.

Milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Enquanto os homens não fizerem algo, elas continuarão passando fome. E isso, definitivamente não é da vontade de Deus, senão não seria Deus, seria um ídolo que sente prazer em ver seus filhos passando fome e sofrendo.

Mas para fazer algo, preciso entender que a história não está pronta, que posso interferir nos fatos e mudar o prognóstico, mudar o que se prevê, mudar o que está por acontecer.

Também preciso entender que Deus nos deu a missão de realizar e implantar Seu Reino aqui na terra. Ele nos comissionou, nos deu a tarefa de lutar e tudo fazer para que a Justiça seja estabelecida, que o Reino seja vivido, que o amor seja pleno.

O Reino de Deus chegou através de Jesus. Mas para que os valores do Reino sejam estabelecidos Ele nos deu a tarefa de pregar o evangelho a toda criatura. O evangelho, a boa notícia do Reino de Deus, que não é uma doutrina, mas um modo de viver o Reino de Deus aqui na terra. O Reino de Deus que traz graça, perdão de pecados, acolhimento, e que tem como valores justiça, paz e alegria no Espírito Santo e como regras de ouro, mandamentos inafastáveis, amar a Deus com toda força, coração e mente e ao próximo como a nós mesmos.

Somos peregrinos nesta terra com a missão de espalhar boas novas e vivermos o Reino numa dimensão humana para que os valores do Reino sejam estabelecidos aqui na terra.

A história será diferente e melhor se abraçarmos esses valores e nos sentirmos responsáveis, protagonistas, de um futuro que está por ser construído.


Márcio Rosa da Silva.