MENSAGEM

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O tempo? Nada dele sei.


O tempo? Nada dele sei. Sei do espaço. Percorro tantos quanto fôlego precisar para do tempo fugir. Sei do Rio, Fortaleza, São Paulo, Curitiba, Brasília. Mas de ontem eu me esqueci. Não tenho ontem. Tenho somente lugares.


Despedi-me de todos os meus amigos. Sou um Sísifo dos afetos. Ah! Sei tudo de recomeço. Condenei-me a sempre empurrar morro acima minhas novas histórias, amizades e projetos. Quando chego, já estou indo. Se você precisar de conselhos sobre como reiniciar a vida, pergunte-me. Contanto que nada queira saber sobre conclusões. Nada sei sobre os dias seguintes.


Talvez por isso tenha aprendido a amar as corridas de rua. Esporte dos solitários. Daqueles que conseguem ir mesmo que desacompanhados. Daqueles para quem importa mais ir que ficar. Cada corrida é uma despedida e toda chegada é provisória. A alegria da medalha apenas indica a próxima aventura. Somente quem nunca chega o bastante está apto para ser um corredor de rua.


Mas sou bom de conversa. Tenho muitas histórias para contar, caso aceite minhas várias e avulsas memórias. Mas por favor, como já combinamos, não me pergunte sobre depois. Toda sequência é para mim uma incógnita.
Sinto-me um Don Juan. Aprendi a seduzir, mas não sei não me despedir. Medo de chegar? Medo de nunca chegar? Medo de chegar aonde realmente quero? Talvez. Tais vezes.



Elienai J.r é pastor da igreja betesda em são paulo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

as vezes...


Tem vezes,
Sorrio,
Escondo as lágrimas da alma
Tem vezes,
Não reajo,
Escondo a dor que vai lavrando
Tem vezes,
Eu choro, eu grito
Em silêncio, no meu canto
Escondendo de vós
O meu eu verdadeiro!
Tem vezes…

Tem vezes,
Luto comigo mesmo
Travo guerras e batalhas.
Perco,
Vencido pelo fracasso
Tem vezes,
Apetece abrir uma fenda
O meu coração arrancar
Sujar as minhas mãos com o mal
Escoar todo o veneno
Que corre por todo o meu corpo
Libertar-me…
Para sempre,
Tem vezes,


Tem vezes
Perco as forças
Que julgo ter encontrado
Tem vezes
Depois da batalha travada
Meu corpo prostrado no chão
Perdi-a mais uma vez
Uma guerra que parece eterna
Tem vezes…
Tem vezes
Nada mais resta
Deixar meu corpo caído
Esperar pelo tempo
Que corre sem parar
Tem vezes,
Acredito no mesmo tempo
Não valem de nada
As guerras e batalhas
Tem vezes
Tem vezes eu sei
Vou acordar
Vou olhar o passado
Não será mais
Do que isso mesmo
Passado…
Tem vezes!


O Olhar de Gaybriel...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ano novo,Vida nova.


Ano novo, vida nova. No fundo da garganta, um travo. Vontade de remar contra a corrente e, enquanto tantos celebram a pós-modernidade, pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: a oração em família, o amor sem pressa, a leitura dos místicos, o diálogo amigável com os filhos, a solidão entre matas, o gesto solidário capaz de amenizar a dor de um enfermo. Reencontrar, no ano que se inicia, a própria humanidade. Despir-se do lobo voraz que, na arena competitiva do mercado, nos faz estranhos a nós mesmos. ... Mergulho em si, abrir espaço à presença do Inefável. Braços e corações abertos também ao semelhante. Recriar-se e apropriar-se da realidade circundante, livre da pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos, como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos, noite após noite, a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela.


frei betto no artigo,Ano novo, vida nova.

liberdade.


Não é segurando nas asas


que se ajuda um pássaro a voar.


O pássaro voa simplesmente porque o deixam ser pássaro.




Mia Couto em "Antes de Nascer o Mundo" - Cia das Letras, p.52

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que mais o surpreende na Humanidade?


Perguntaram ao Dalai Lama...
''O que mais o surpreende na Humanidade''


Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde!Por pensarem ansiosamente no futuro, e, esquecerem o presente de tal maneira que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.Vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

o respeito...


"O respeito mútuo, um respeito sem fingimentos e sem rotinas, um respeito bem intencionado, que todos os dias se ilumina de argumentos novos e todos os dias se sente pequeno diante da sua aspiração, poderá servir de base, dentro da obra educacional, e um movimento de resultados eficientes, no problema urgentíssimo da salvação do mundo pela garantia unânime da Paz".


Cecília Meireles

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

saco de ilusões.


Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.


Com ele ia subindo a ladeira da vida.


E, no entanto, após cada ilusão perdida...


Que extraordinária sensação de alívio!



Mario Quintana

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ajude-me, se você puder.


Quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje

Eu nunca precisei da ajuda de ninguém em nenhum sentido

E agora estes dias se foram

Eu não sou uma pessoa assim tão segura

Agora eu acho. Eu mudei minha mente e abri as portas


Ajude-me, se você puder, eu me sinto pra baixo

E eu aprecio você estar por perto

Ajude-me, coloque meus pés de volta no chão.

Você não vai, por favor, ajudar-me?


E agora minha vida mudou em muitos sentidos

Minha independência parece dissipar-se na neblina

Mas de vez em quando me sinto tão inseguro

Eu sei que preciso de você como nunca precisei antes



Help!
The Beatles

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A paz é uma conquista coletiva.


A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância” (Jo 10.10).


Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos. Deste modo, podemos formar a massa crítica das comunidades cristãs e de outras religiões, em favor da proteção da criança desde a concepção, e mais excepcionalmente até os seis anos, e do adolescente. Devemos nos esforçar para que nossos legisladores elaborem leis e os governos executem políticas públicas que incentivem a qualidade da educação integral das crianças e saúde, como prioridade absoluta.


O povo seguiu Jesus porque ele tinha palavras de esperança. Assim, nós somos chamados para anunciar as experiências positivas e os caminhos que levam as comunidades, famílias e pais a serem mais justos e fraternos.


Como discípulos e missionários, convidados a evangelizar, sabemos que força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.


Todo esse caminho necessita de comunicação constante para iluminar, animar, fortalecer e democratizar nossa missão de fé e vida. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.



ZILDA ARNS.

ANGÚSTIA.


Decepcionado comigo mesmo, despeço pretensos seguidores. Abro mão de ser referência para qualquer coisa. Também admito: um impostor mora dentro de mim; e nem sempre eu o tolero. Quero arrancar fardas, jogar por terra elmos emprestados, descalçar botas e deixar que o menino de calção, que pescava no ribeiro, ressuscite.


Abatido, pretendo refugiar-me no banco de uma catedral. De joelhos, repetirei batendo no peito a litania Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa; meu clamor de purgar inadequações, pecados e imaturidades. Ferido de vergonha, busco purificar os ossos com o sal de minhas lágrimas.


Transformo os versos de Drummond em um Eloi, lama sabactani: “Os ombros suportam o mundo/Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus./Tempo de absoluta depuração./Tempo em que não se diz mais: meu amor./Porque o amor resultou inútil./E os olhos não choram./E as mãos tecem apenas o rude trabalho./E o coração está seco”.



RICARDO GONDIM

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

cuide do planeta.


"Quando a última árvore for cortada,


quando o último rio for poluído,


quando oúltimo peixe for pescado,


aí sim eles verão que dinheiro não se come..."




(Chefe Sioux)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Onde você vê ...


Onde você vê um obstáculo,alguém vê o término da viagem e o outro vê uma chance de crescer.


Onde você vê um motivo pra se irritar,Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência.


Onde você vê a morte,Alguém vê o fim E o outro vê o começo de uma nova etapa...


Onde você vê a fortuna,Alguém vê a riqueza material E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.


Onde você vê a teimosia,Alguém vê a ignorância,Um outro compreende as limitações do companheiro,percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.


cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar."Porque eu sou do tamanho do que vejo.E não do tamanho da minha altura.



Autor: (Fernando Pessoa)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

'Mas eram todos canalhas?'


"Quando os homens do futuro pararem diante de nossas cidades,

bastará olhá-las para murmurarem cheios de espanto:

'Mas eram todos canalhas?'



- Millôr Fernandes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Românticos.


Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Romântico
É uma espécie em extinção!


Composição: Vander Lee

A minha vida é um vendaval que se soltou...


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!

Ninguém me peça definições!

Ninguém me diga: <(vem por aqui»!

A minha vida é um vendaval que se soltou.

É uma onda que se alevantou.

É um átomo a mais que se animou...

Não sei por onde vou,

Não sei para onde vou,

- Sei que não vou por aí!



_________________________________________

ANTOLOGIA POÉTICA

José Régio – Edições Quasi - Lisboa – Portugal - 2001

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GOSTO DE VOCÊ!


Gosto de gente com a cabeça no lugar,
De conteúdo interno,
Idealismo nos olhos e dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri,
Chora, se emociona com uma simples carta,
Um telefonema, uma canção suave, um bom filme,
Um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.


Gente que ama e curte saudades, gosta de amigos,
Cultiva flores, ama animais.
Admira paisagens, poeira;
E escuta.


Gente que tem tempo para sorrir bondade,
Semear perdão, repartir ternuras,
Compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si,
Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!


Gente que gosta de fazer as coisas que gosta,
Sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis,
Por mais desgastantes que sejam.


Gente que colhe, orienta, se entende, aconselha,
Busca a verdade e quer sempre aprender,
Mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.


Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.
Com muito AMOR dentro de si.
Gente que erra e reconhece, cai e se levanta,
Apanha e assimila os golpes,
Tirando lições dos erros e fazendo redentora suas lágrimas e sofrimentos.
Gosto muito de gente assim...


E desconfio que é deste tipo de gente que DEUS também gosta!

Arthur da Távola

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

a Felicidade Interna Bruta.



O sábio professor Milton Santos, que não tinha crença religiosa, frisava que a felicidade se encontra nos bens infinitos. No entanto, a cultura capitalista que respiramos centra a felicidade na posse de bens finitos. Ora, a psicanálise sabe que o nosso desejo é infinito, insaciável. E a teologia identifica Deus como o seu alvo.
Ninguém mais feliz, na minha opinião, do que os místicos. São pessoas que conseguem direcionar o desejo para dentro de si, ao contrário da pulsão consumista que faz buscar a satisfação do desejo naquilo que está fora de nós. O risco, ao não abraçar a via do Absoluto, é enveredar-se pela do absurdo.
Como o Mercado, que tudo oferece em sedutoras embalagens, ainda não foi capaz de ofertar o que todos nós mais buscamos – a felicidade -, então tenta nos incutir a idéia de que a felicidade resulta da soma dos prazeres. Possuir aquele carro, aquela casa, fazer aquela viagem, vestir aquela roupa... nos tornará tão felizes quanto o visual dos atores e atrizes que aparecem em peças publicitárias.
Tenho certeza de que nada torna uma pessoa mais feliz do que empenhar-se em prol da felicidade alheia: isto vale tanto na relação íntima quanto no compromisso social de lutar pelo “outro mundo possível”, sem desigualdades gritantes e onde todos possam viver com dignidade e paz.
O direito à felicidade deveria constar na Declaração Universal dos Direitos Humanos. E os países não deveriam mais almejar o crescimento do PIB, e sim do FIB – a Felicidade Interna Bruta.


Frei Betto é Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

quando eu chegar no céu.


Quando eu morrer com certeza vou
pro céu.
O céu é uma cidade de férias, férias
boas que não acabam mais.

Chegando, pergunto pela
minha gente que foi na frente.
Dou beijos, dou abraços, pergunto
uma porção de coisas e depois,
depois quero ir na casa de
São Francisco de Assis, ficar amigo dele,
tão amigo, tão amigo, que ele
há de me chamar: - Alvinho! e
eu hei de lhe chamar:
- Chiquinho!...


(Álvaro Moreyra)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AS SEM RAZÕES DO AMOR -


Eu te amo porque te amo.

Não precisa ser amante,e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.


Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo


.Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.



Carlos Drummond de Andrade

domingo, 22 de novembro de 2009

"Carpe Diem"


"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia".

Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre.

A vida não pode ser economizada para amanhã.

Acontece sempre no presente.

rubem alves.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Já eram horas de dormir de novo!


Eu estava dormindo e me acordaram
E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco...
E quando eu começava a compreendê-lo
Um pouco,
Já eram horas de dormir de novo!

--Mário Quintana

porque não sei amar de outra maneira.


Não te amo como se fosses rosa de sal, topázioou flecha de cravos que propagam o fogo:te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e levadentro de si, oculta, a luz daquelas flores,e graças a teu amor vive escuro em meu corpoo apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,te amo diretamente sem problemas nem orgulho:assim te amo porque não sei amar de outra maneira,senão assim deste modo em que não sou nem éstão perto que tua mão sobre meu peito é minhatão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


Pablo Neruda

sábado, 7 de novembro de 2009

Dirigir:um exercício de espiritualidade.


Dirigir também é uma exercício de espiritualidade. Sim, tirar nossa espiritualidade de dentro das igrejas e levá-la para as ruas é uma urgência. Se os princípios ensinados por Jesus Cristo fossem vividos no cotidiano, como tem de ser, ninguém negaria passagem para outro carro nem faria uma conversão proibida para encurtar caminho, afinal não se importaria de andar uma segunda milha. Também não haveria discussões violentas por ter levado uma fechada de um imprudente, dar a outra face seria realidade e seriam bem aventurados os mansos. Ninguém correria tanto e viveria tão tenso ao volante, porque saberiam que basta a cada dia seu próprio mal, são vãs as tensões e preocupações exageradas.
Por fim, todos dariam valor à sua própria vida e à dos outros e não seriam tão inconsequentes no trânsito, porque levariam a sério os mandamentos áureos que dizem: Ama a Deus com todo seu coração, mente e forças e ao próximo como a você mesmo.


marcio rosa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

o caminho da vida.


"O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura! Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido."


(Charles Chaplin, em discurso proferido no final do filme O grande ditador.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ÁRVORE DOS MEUS AMIGOS.


Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz... Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então e chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto. Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam com o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade... Hoje e Sempre... simplesmente porque: "Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso".


desconheço o autor.

contra a violência.


A violência não reside apenas em agressões evidentes. Ela se imiscui até mesmo no nosso modo de pensar e falar, no discurso que considera a paz resultado do equilíbrio de forças (“mais cadeias, mais repressão”) e não fruto da justiça. Há ainda a violência da mídia que invade os lares com programas pornográficos, exaltando a imbecilidade, a ociosidade vadia, o sucesso e a fama dos que transgridem as leis.

Na prática de Jesus, três atitudes antiviolência se destacam: a humildade (fazer-se criança, Mateus 18, 4); o amor aos pobres e excluídos (Mateus 18,10 e 25, 31-40); o perdão (Mateus 18, 22). E o programa de justiça, capaz de engendrar a paz, contido no Sermão da Montanha (as bem-aventuranças Mateus 5, 1-12).


Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

sou muitos.

“Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim, não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida. Vamos tendo nossas mortes. Mas parto foi só um. Aí, o problema. Por isso, quando conto a minha história me misturo, mulato não de raças, mas de existências”.

Mia Couto.

sábado, 24 de outubro de 2009

O futuro não está escrito, está sendo construído.


O passado é imutável. Nada que façamos vai alterar um só evento que passou. Ele é inexorável. Mas o futuro, este ainda não existe, então posso construí-lo. Aquilo que faço no presente, as decisões que tomo agora poderão alterar prognósticos, poderão construir um futuro diferente do previsível.

Se nos acomodarmos na crença de que não adianta fazer nada porque o mundo só vai de mal a pior mesmo, então nos tornaremos pessoas acomodadas. Se dirá: “deixe estar, deixe acontecer, não posso mudar nada mesmo. Nada que eu faça fará diferença alguma”.

Pensar assim nos leva, fatalmente, ao imobilismo. Se imaginarmos que tudo o que vai acontecer já está escrito de ante-mão, realmente não há o que fazer, nada vai mudar isso. É uma espécie de fatalismo segundo o qual o que tem que acontecer fatalmente vai acontecer porque Deus assim determinou.

Mas a história está em construção. Se está em construção, ela não está escrita de ante-mão, ela está sendo escrita. E se está em construção então posso mudar, posso interferir no futuro, posso alterar, direcionar, posso fazer alguma diferença para o futuro.

Além do fatalismo, outra coisa que precisa ser revista em nossa teologia é o fato de crer-se que Deus faz e fará tudo, sempre. Se pensarmos que, no fim das contas, Deus sempre vai intervir e fazer acontecer algo, isso também vai gerar o imobilismo, o conformismo, a letargia, a preguiça. “Se Deus vai fazer, porque devo então fazer algo. Deixe que Deus resolva”.

Milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. Enquanto os homens não fizerem algo, elas continuarão passando fome. E isso, definitivamente não é da vontade de Deus, senão não seria Deus, seria um ídolo que sente prazer em ver seus filhos passando fome e sofrendo.

Mas para fazer algo, preciso entender que a história não está pronta, que posso interferir nos fatos e mudar o prognóstico, mudar o que se prevê, mudar o que está por acontecer.

Também preciso entender que Deus nos deu a missão de realizar e implantar Seu Reino aqui na terra. Ele nos comissionou, nos deu a tarefa de lutar e tudo fazer para que a Justiça seja estabelecida, que o Reino seja vivido, que o amor seja pleno.

O Reino de Deus chegou através de Jesus. Mas para que os valores do Reino sejam estabelecidos Ele nos deu a tarefa de pregar o evangelho a toda criatura. O evangelho, a boa notícia do Reino de Deus, que não é uma doutrina, mas um modo de viver o Reino de Deus aqui na terra. O Reino de Deus que traz graça, perdão de pecados, acolhimento, e que tem como valores justiça, paz e alegria no Espírito Santo e como regras de ouro, mandamentos inafastáveis, amar a Deus com toda força, coração e mente e ao próximo como a nós mesmos.

Somos peregrinos nesta terra com a missão de espalhar boas novas e vivermos o Reino numa dimensão humana para que os valores do Reino sejam estabelecidos aqui na terra.

A história será diferente e melhor se abraçarmos esses valores e nos sentirmos responsáveis, protagonistas, de um futuro que está por ser construído.


Márcio Rosa da Silva.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

filhos de ninguém.


São tão frágeis nas esquinas
Prostituas tão meninas com histórias pra contar e entristecer
Rapazotes tão franzinos, das famílias são arrimos
Com chacinas frias sob o anoitecer

Esta tudo tão trocado
O errado certo e o certo errado, que de natural até deixa de ser
E é jogado, feito um bicho, um bebê dentro do lixo
Porque alguém não assumiu o seu dever

Quem se importa com isso?

São pequenos traficantes, trombadinhas, assaltantes
Que não tem nem mesmo chão para morrer
Fazem parte do sistema, obedecem ao esquema
De roubar de quem tem pra quem não tem ter

Quando são então achados, agredidos, esfolados
Pela mesma sociedade que os criou
São nas valas encontrados sujos e assassinados
Sem sequer ter visto a arma que os matou

Quem se importa com isso?

Alisson Silva

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

uma boa reflexão


Eu encalhei meu barco nos rochedos da alma Não existe mentira igual a independência Não há demônio igual ao controle
Eu abanei as chamas vivas até minha casa pegar fogo Não há paródia igual ao poder Não há febre igual o desejo
Eu sequei o vinho das trevas até os resíduos do engano Não há droga tão forte como o orgulho Não há cegueira maior do que a arrogância
Eu parti pra cima de uma montanha com uma picareta e uma lima Não há campo minado igual a presunção Não há desejo mais mortal que a negação
Não há tiro igual a convicção Não há consciência à prova de balas Não existe força igual a fraqueza absoluta Não existe insulto como a verdade
Eu manipulei minha receita até não conseguir confiar em minha visão Não há assassino igual a conveniência Não há doença igual a omissão
Eu consertei as decisões e resisti a explicações Não há cilada igual a emoção Não há cova igual a reputação Não existe câncer igual a ambição Não há cura igual a crucificação

***(Letra de Charlie Peacock e Douglas Kaine McKelvey do album Strangelanguage)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

MINHA IMAGINAÇÃO SOBRE DEUS.

"Eu imagino Deus como a fonte de toda a energia que criou e mantém o equilíbrio
do universo.
Vejo Deus na flor e na abelha que lhe suga o néctar para produzir o mel;
e no pássaro que devora a abelha; e no homem que devora o pássaro; e no verme que devora o homem.
Eu vejo Deus em cada estrela no céu, nas minhas noites nas pousadas, e nos olhos
tristes de cada boi, ruminando na envernada...
Só não consigo ver Deus no homem que devora o homem, e por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida..."

(Benedito Ruy Barbosa)

FOLHA QUE TREMIA NO MEU PEITO.

"Eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi; não soube
que ias comigo
Até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
Falaram pela minha boca,
floresceram comigo"

(Pablo Neruda)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

IMAGO DEI.


Creio na humanidade e que homens e mulheres, independente da cor da pele, estética física ou cultura, ainda carregam a Imago Dei – imagem de Deus. Mesmo caídos e manchados pelo pecado, são capazes de ações dignas. Creio que forças malignas controlam estruturas econômicas, políticas e militares, aprisionando pessoas, produzindo sofrimento e morte. Creio, inclusive, que esses poderes são, muitas vezes, potencializados por anjos caídos. Admito também, que a ganância e o ódio são meramente humanos. Aceito que, ao recebermos de Deus o mandato para conduzir a história, produzimos mais sofrimento que felicidade. Entretanto, creio que podemos ter esperança: a Imago Dei não foi totalmente perdida. Ainda há ONGs lutando pela preservação dos santuários ecológicos; ainda há médicos e dentistas enfronhados em favelas e campos de refugiados de guerra; ainda há missionários cuidando da saúde de índios. Os poetas ainda falam em versos e prosa sobre a beleza da vida e os seresteiros ainda dedilham suas violas, celebrando o amor. Cientistas ainda lutam para encontrar terapias contra o câncer, vacinas contra o vírus HIV; terapeutas ainda se dedicam aos doentes mentais; ainda existem voluntários cuidando de crianças em orfanatos, pais adotando filhos abandonados, mulheres visitando indigentes em hospitais públicos. Esses nos inspiram a acreditar no futuro.

RICARDO GONDIM.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DEUS EXISTE?


Certa vez, um cosmonauta e um neurologista russos discutiam sobre religião. O neurologista era cristão, e o cosmonauta não. “Já estive várias vezes no espaço”, gabou-se o cosmonauta, “e nunca vi nem Deus, nem anjos”.
“E eu já operei muitos cérebros inteligentes”, respondeu o neurologista, “e também nunca vi um pensamento”.

O mundo de Sofia, Jostein Gaardner, Cia. das Letras, 1995

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O SOL DA PRIMAVERA.


Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de có
Só nos resta aprender
Aprender...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cór
Só nos resta aprender

Aprender...


Sol de Primavera - Beto Guedes

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

sobre a morte (rssssssssssssss)

Como dizia Jesus, a respeito de nossa morte não sabemos nem o dia nem à hora. E nem o modo. Certamente não teremos a sorte de Francisca, personagem do conto de Jorge Onelio Cardoso (1914-1986), “Francisca e a morte”.
A morte, ciosa de seus deveres, foi cedo em busca de Francisca na região em que ela morava. Procurou-a em casa, na roça, nos vizinhos. Aonde chegava, Francisca havia saído pouco antes, sempre dedicada a cuidar dos outros. Vendo que as horas passavam e o último trem da tarde estava prestes a sair, a morte desistiu de encontrar Francisca e levá-la consigo.
Pouco depois, um velho conhecido passou a cavalo e viu Francisca cuidando do jardim da escola. Saudou-a: “Então, Francisca, você não morre nunca?” “Nunca”, retrucou ela, “sempre há algo a fazer”.


FREI BETTO....Frade Dominicano, Teólogo, Antropólogo, Filósofo, Jornalista e Escritor - autor de 40 livros com obras editadas em vários países.

sábado, 26 de setembro de 2009

Ética e política.


No campo da ética, segundo Aristóteles, todos nós queremos ser felizes no sentido mais pleno dessa palavra. Para obter a felicidade, devemos desenvolver e exercer nossas capacidades no interior do convívio social.

Aristóteles acredita que a auto-indulgência e a autoconfiança exageradas criam conflitos com os outros e prejudicam nosso caráter. Contudo, inibir esses sentimentos também seria prejudicial. Vem daí sua célebre doutrina do justo meio, pela qual a virtude é um ponto intermediário entre dois extremos, os quais, por sua vez, constituem vícios ou defeitos de caráter.

Por exemplo, a generosidade é uma virtude que se situa entre o esbanjamento e a mesquinharia. A coragem fica entre a imprudência e a covardia; o amor-próprio, entre a vaidade e a falta de auto-estima, o desprezo por si mesmo. Nesse sentido, a ética aristotélica é uma ética do comedimento, da moderação, do afastamento de todo e qualquer excesso.

Para Aristóteles, é a ética que conduz à política. Segundo o filósofo, governar é permitir aos cidadãos viver a vida plena e feliz eticamente alcançada. O Estado, portanto, deve tornar possível o desenvolvimento e a felicidade do indivíduo. Por fim, o indivíduo só pode ser feliz em sociedade, pois o homem é, mais do que um ser social, um animal político - ou seja, que precisa estabelecer relações com outros homens.


Antonio Carlos Olivieri é escritor e jornalista.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A IDADE DE SER FELIZ.


Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

MÁRIO QUINTANA.



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

HÁBITO DE LEITURA.


Suscitar em crianças e jovens o hábito da leitura é livrá-los da vida rasa, superficial,

fútil, e educá-los no diálogo frequente com personagens, relatos e símbolos (a poesia)

que haverão de dilatar neles a virtude da alteridade, de uma relação mais humana

consigo mesmo, com o próximo, com a natureza e, quiçá, com Deus.



frei betto.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Estação" ou uma "Vida Inteira".


Pessoas entram na sua vida por uma "Razão"
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa. Quando alguém está em sua vida por uma "Razão" ...é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou.

Eles vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio,ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Eles poderão parecer como uma dádiva de Deus, e eles são!

Eles estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.

Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho deles, feitos.
As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir. Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.

Eles trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Eles poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Eles, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer. Acredite! É real Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.

Obrigado por ser parte da minha vida. Pare aqui e simplesmente SORRIA.
"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA।"


desconheço o autor

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EQUÍLIBRIO.


Equilíbrio é uma das maiores dificuldades na vida. Para o cristão não é diferente. É tão fácil perder o equilíbrio em ir de um extremo a outro. Fugir do legalismo e cair na libertinagem. Rejeitar a obsessão com demônios e guerra espiritual e passar a não acreditar mais em sua realidade. Se enveredar por evangelho de ação e engajamento social e esquecer-se que boas obras não salvam, é preciso proclamação também. Buscar uma práxis correta sem dar valor à doutrina correta… E por aí vai. Tudo isso conduz ao que John Stott chamou de uma das grandes tragédias da cristandade contemporânea.
O Espírito de Deus é um espírito de equilíbrio. Buscar equilíbrio é procurar viver na plenitude do Espírito.

Série de reflexões de setembro/outubro no Projeto 242.(PASTOR SANDRO BAGGIO)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PACIÊNCIA.


Ser artista significa: não calcular nem contar, amadurecer como uma árvore que não apressa sua seiva e permanece confiante durante as tempestades da primavera, sem o temor de que o verão não possa vir depois. Ele vem apesar de tudo. Mas só chega para os pacientes, para os que estão ali como se a eternidade se encontrasse diante deles, com toda a amplidão e a serenidade, sem preocupação alguma. Aprendo isto diariamente, aprendo em meio a dores às quais sou grato: a paciência é tudo!”

RAINER MARIA RILKE NO LIVRO ''CARTAS A UM JOVEM POETA''

UM SONHO MARAVILHOSSO.


"O que queria
o que quero e quererei
é que os homens - todos os homens -
possam comer
possam vestir
possam calçar
possam criar
e que os meninos não tenham fome.
não tenham dor -
possam brincar
possam sorrir
possam cantar
possam amar
e amados possam ser."

Trecho de "Recife Sempre", carta poema de Paulo Freire, publicada no livro Aprendendo com a Própria História

É PROIBIDO.


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por suas dúvidas e mau humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não lhe importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida lhe dá, também lhe tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda.